eu conheci o alexandre em santos, na epoca de andar o dia todo na praça palmares na primeira metade dos anos 90, no meio dos anos 90 o alexandre trampou na loja sound of fish e lá eu lembro do sorriso catando a primeira camera fotografica, chamando os amigos para uma session de skate onde ele registrava com sua camera, varias fotos minhas da segunda metade dos anos 90 eu tenho registro graças ao sorriso, por uns 4 ou 5 anos andamos de skate quase todo dia, lembro quando catavamos shapes the firm por causa da artes do ray barbee e mountain e quando o agah ainda andava para a the firm, shapes da real do matt field e quin cardona, piravamos nas artes e nos conceitos, em 1998 o alexandre participou da ediçao #1 do fanzine introduct com uma foto classe a do mini ramp do paulinho in the middle of the jungle...
agora 10 anos depois ele me envia esse material com o texto abaixo e algumas fotos de seus novos decks custumizados que estou dividindo com vcs.


Alexandre “Sorriso” ,33,skatista,fotógrafo e artista plástico,começou um novo projeto artístico, chamado:I-Tai, que na cultura rastafári quer dizer vital,o projeto engloba a arte em shapes e também fotografia e pintura.
Segundo Alexandre sorriso , começou o projeto porque a vontade de viver e consumir arte era grande, e sempre quando comprava novos decks , não ficava satisfeito com as ilustrações,(comprava com base no model) dos mesmos, e por esse motivo começou a criar suas próprias artes .
Já que os decks após o uso, sempre tem um pouco de sua energia, o que é comum há muitos skatistas,e por este motivo concluía esse processo artístico fazendo arte nos shapes.
Por este motivo batizou de I-tai o seu projeto, pois para ele arte e skate são vitais existe todo um ritual ,desde uso da madeira seu desgaste até então enfim se tornar arte.
Na sua série artística, resgata o quer dizer o skate no cotidiano e na vida do skatista,mostrando o skate em situações corriqueiras mas que para olhar comum podem se tornar inusitadas,sempre contrastando o skate com ,elementos comuns ,como a mídia,cenários urbanos e ate lápides de cemitério pois toda vitalidade tem um ciclo que é reproduzido por seres vivos e também por objetos inanimados como os shapes.